Livro Filmes da África e da Diáspora

Reunindo textos analíticos, frutos de perspectivas diversas, o livro Filmes da África e da Diáspora: objetos de discursos, organizado por Mahomed Bamba e Alessandra Meleiro, tem lançamento marcado para o próximo dia 9 de outubro, terça-feira, integrando a programação do XVI Encontro SOCINE – Sociedade Brasileira de Estudos de Cinema e Audiovisual. O evento acontece no Centro Universitário SENAC, em São Paulo, a partir das 19h15.

As obras dos cineastas africanos são valiosos objetos de estudo para pesquisadores acadêmicos. Neste livro, a partir de uma seleção desses filmes, considerados objetos estéticos e semióticos, foram elaboradas diversas reflexões teóricas sobre questões identitárias, culturais e ideológicas. Os estudos levaram em consideração a atual lógica cinematográfica e observaram questões como as novas tecnologias de armazenamento e reprodução (downloads ilegais, por exemplo).

O livro está dividido nas seguintes partes: Narrativas pós-guerra civil Angolana e Moçambicana; A onipresença da música africana em “filmes de autor” africanos; Fronteiras, margens, alteridade e experiências diaspóricas; Realismo social, cinéfila e experimentação em três filmes africanos e Imagens do corpo da mulher e figuras do “Eu” feminino em quatro filmes. Os autores são provenientes de diversas instituições de ensino superior do Brasil e outros países.

Serviço

O quê: Lançamento do livro Filmes da África e da Diáspora no XVI Encontro SOCINE
Quando: 09 de outubro de 2012, terça-feira, às 19h15
Onde: Centro Universitário SENAC (Campus Santo Amaro – Av. Engenheiro Eusébio Stevaux, 823, – Santo Amaro – São Paulo/SP)
Preço especial de lançamento do livro: R$ 40,00
Mais informações: www.socine.org.br

Introdução – Filmes da África e da diáspora: Imagens, narrativas, músicas e discursos
Por Mahomed Bamba e Alessandra Meleiro

“(…) os cineastas africanos, ao tomarem parte das estruturas multiculturais da Europa e dos Estados Unidos, entram no nicho de filmes antropológicos tanto na televisão quanto nos cinemas. As pessoas vão assistir aos filmes africanos como se eles retratassem a realidade da África, em vez de vê-los como filmes” (Manthia Diawara, 2007, p.62).

Os textos reunidos neste livro resultam de um exercício hermenêutico coletivo sobre um mesmo objeto: os filmes da África e de suas diásporas. São textos analíticos tecidos a partir de perspectivas diversas: antropológica, literária, sociológica, estética e política. Depois de ter despertado o interesse dos críticos ávidos de novidade, as obras dos cineastas africanos acabaram se constituindo em valiosos objetos de estudo para os pesquisadores universitários. Em resenhas, teses, dissertações e outros trabalhos acadêmicos, os filmes africanos são estudados como “textos” e pretextos a partir dos quais se elaboram reflexões teóricas abrangentes sobre questões identitárias, culturais e ideológicas que formam o bojo do pensamento pós-colonial e dos cultural studies.

Os filmes africanos, apesar de serem produtos culturais com traços idiossincráticos marcados, são também objetos estéticos e semióticos. São textos que podem ser usados, lidos, estudados, reapropriados pelos diversos públicos cinematográficos com vista nos seus particularismos culturais ou atentando para suas ousadias formais. A tarefa analítica de circunscrever a pluralidade de sentidos de qualquer objeto fílmico não dispensa, obviamente, o estudo dos fatores contextuais que incidem na sua organização discursiva interna. Os fatores extrafílmicos , aliás, justificam, muitas vezes, a seleção dos filmes nos eventos cinematográficos. Acoplar o rótulo de “filme africano” a uma obra, por exemplo, pressupõe um gesto de atribuição que situa a dita obra num determinado espaço geográfico e cultural. Mas não podemos esquecer que um filme africano é também um “objeto significante”. O contato dos diversos públicos com os filmes faz deles “objetos de discursos” e objeto dos mais diversos tipos de atividades interpretativas. Com isso queremos dizer que a grade de leitura “culturalista” não deve se transformar numa norma ou no único modus operandi na análise dos filmes africanos. A mesma metodologia que preside ao estudo teórico dos filmes ditos “ocidentais” devem valer também para os filmes dos cineastas africanos.

Afinal de contas, como diz Bourdieu, “os textos circulam sem seu contexto”, isto é, não levam consigo o campo da produção, nem solicitam uma grande leitura pré-determinada. Bourdieu, aliás, ia mais longe ao preconizar “uma ciência” que estudaria as lógicas que condicionam a circulação internacional das idéias e dos objetos culturais. Parte dessas lógicas está numa “série de operações sociais implicadas no processo de seleção (o que se publica, quem traduz, quem publica?) e de selo (editora, coleção, prefácio, etc.) ”. Tal “ciência”, na verdade, não passa de um estudo das condições de recepção das ideias e dos objetos simbólicos. É neste processo que a análise fílmica, em meio acadêmico, se constitui numa atividade heurística, mas também num campo de recepção com suas lógicas divergentes.

As novas tecnologias de armazenamento e reprodução (e de download legal ou ilegal) de filmes vêm facilitando o acesso rápido às obras e filmografias de cineastas africanos. Este fator tecnológico possibilita, de um lado, a organização de pequenas mostras e eventos culturais em torno dos filmes provenientes da África e de suas respectivas diásporas. Por outro lado, permite que esses filmes sejam objetos de estudos. Parafraseando Bourdieu, podemos dizer que, no caso da circulação internacional dos filmes africanos, cabe, em última instância, aos críticos, aos espectadores e aos diversos estudiosos do cinema, eles próprios inseridos em campos e contextos diferentes, reinterpretarem esses filmes em função de objetivos ou critérios particulares.

É, no contexto particular deste livro, a lógica da apropriação dos filmes estrangeiros pela análise crítica que predomina e dá uma cara de leituras cruzadas ao conjunto das contribuições. No seu texto, Beatriz Riesco se interessa pelos filmes de três renomados cineastas africanos da jovem guarda que não só se destacam por um estilo pessoal na mise-en-scène, mas também pelo uso expressivo e autoral da música em seus trabalhos. A forte presença dos ícones e índices auditivos sempre contribuiu para dar este tom e esta cor tão idiossincráticos hoje reconhecidos às obras provenientes das cinematografias ditas periféricas. Porém, ainda há poucos trabalhos que questionem os cinemas africanos pela análise da música presente nas narrativas. Ora os filmes africanos não são nem avarentos nem desprovidos desta dimensão sonora. Ao contrário, da primeira geração dos cineastas até os mais contemporâneos nota-se uma preocupação em dar um “sotaque” local aos seus filmes pelo recurso ao canto em línguas africanas e às diversas sonoridades dos instrumentos percusivos (harpa, djembe, tatã) que fazem a riqueza das músicas africanas. Se Beatriz preferiu se interessar à análise desta dimensão sonora e musical no registro do cinema autoral, é porque ela tem a convicção de que está havendo uma mudança e uma consciência mais clara no uso da música nas filmografias de alguns cineastas africanos.

Já Antônio Márcio da Silva analisa as experiências angolanas durante e após quatro décadas de extensas guerras através de representações fílmicas no maior centro urbano de Angola, Luanda, nas obras Na Cidade Vazia, de Maria João Ganga, e em O Herói, de Zezé Gamboa. O autor vê, através de O Herói, que Angola será capaz de se reconstruir por meio de diferentes dinâmicas sociais e pessoais que ajudarão seus cidadãos a superarem os traumas e as perdas enfrentadas por mais de quatro décadas. Na cidade vazia, para ele, entretanto, é mais cético com relação a tais mudanças e possibilidades, explicitando que a exploração dos mais fracos pelos mais fortes tem sido perpetuada desde a era colonial – e continuará assombrando os angolanos.

Mark Sabine também se debruça sobre O Herói, de Zezé Gamboa – um dos três filmes realizados em Angola no ano de 2004 -, tanto por se interessar pelas críticas realizadas sobre a sociedade angolana e sobre a ordem política da nação pós-conflito, quanto pelo fato do filme haver engajado uma audiência internacional geralmente alheia às especificidades culturais e históricas de Angola. Sabine enfatiza que, antes de alcançar uma audiência local, os cineastas angolanos devem assegurar financiamento e outras facilidades de produção fora de seu próprio país. Este mesmo cenário caótico de apoio ao cinema nacional reaparece em outro país africano, Guiné Bissau.

O diretor Guineense, Flora Gomes, num verdadeiro “percurso de combatente”, conseguiu reunir meios e condições para se afirmar profissionalmente, tanto em âmbito interno quanto internacional. E foi justamente com base nesses diversos trânsitos físicos e culturais – como as viagens da protagonista do filme Nha fala entre Guiné-Bissau-França-Guiné-Bissau (África-Europa) – que as autoras Jusciele Oliveira e Maria Ribeiro analisaram o filme de Flora Gomes. O artigo pontua que a articulação de diferenças, a negociação e a conciliação entre tradições e modernidades têm como protagonistas mulheres guineenses envolvidas em relações de gênero e em inscrições identitárias e continentalidade — África e Europa, lado a lado — que transcendem fronteiras geopolíticas e culturais.

Denise Costa, em seu artigo, acredita que o cinema de Flora Gomes pode ser visto como um contínuo de pensamento que prossegue em construção em cada um dos seus filmes – sua predileção por finais inconclusos nos permite imaginar que façam parte de uma continuidade intertextual e que sua obra seja parte de um pensamento que vem sendo formulado pelo realizador a respeito de questões históricas e políticas de seu país.

As experiências do exílio e do trânsito entre diferentes paisagens culturais, entrelaçadas com as paisagens da memória, os panoramas da história recente da globalização, e a questão do cosmopolitismo da agenda internacional (as migrações transnacionais, o combate à pobreza como meta milenar global, direitos humanos etc.) são questões articuladas pelo cinema de Abderrahmane Sissako, segundo o artigo de Marcelo Souza Ribeiro. Para Ribeiro, o cinema de Abderrahmane Sissako constitui um exemplo de cinema transnacional, tanto por suas bases estruturais (recurso a diferentes fontes de financiamento, trabalho com técnicos, profissionais e atores de diferentes nacionalidades etc.) quanto pelo conteúdo de suas narrativas e pelas formas de sua narração. Nascido na Mauritânea, criado no Mali e atualmente residente na França, Sissako é um cineasta que vive o exílio e cujo cinema está intimamente ligado a esta posição. Para Sissako, os movimentos que o colocaram na condição de imigrante foram motivados pelo próprio cinema.

Para um conjunto significativo de filmes assinados por realizadores africanos, que vivem ou viveram a experiência da imigração, o retorno ao país de origem é a ocasião para representar um processo de (re) posicionamento identitário. Esse é o campo de interesse de Amaranta Cesar, que investiga a maneira como a encenação dessas trajetórias de um país a outro pode dar lugar tanto a novas operações de subjetivação, quanto a um cinema singular, que se cria nos interstícios das identidades – e que ela chama de filmes de regresso. No artigo, a pesquisadora se interessa, especialmente, pelos filmes La vie sur terre, de Abderrahmane Sissako e Bled Number One, de Rabah Ameur-Zaïmeche. Ao encenar o retorno ao país natal do cineasta migrante, esses dois filmes operam atravessamentos de fronteiras diversos para além dos limites geográficos. A análise do cinema diaspórico francês e africano pelo viés da interculturalidade é feita, também, por Catarina Andrade, através do filme A esquiva, que narra a história de um grupo de adolescentes de diferentes origens étnicas vivendo na periferia parisiense. Para a autora, o filme nos leva a refletir sobre o fato de que, entre o ontem e o hoje, pouco mudou na relação centro/periferia, dominante/dominado.

A representação do cinema africano a partir de dentro, de seu lugar de origem, no Niger, é feita principalmente por um grupo de quatro cineastas autodidatas. No contexto da pequena produção cinematográfica do país, Moustapha Alassane se apresenta como principal diretor, e são dois filmes da trajetória de Alassane que a autora Cristina Ferreira identifica como marcantes: uma ficção de média-metragem, na qual elabora sua própria leitura do gênero “western”, e um filme de animação, em que o autor constrói uma sátira política.

Refletindo sobre a tensão entre “o poder dizer tudo” e “o não poder mostrar tudo” no contexto de uma cinematografia não-ocidental e da representação orientalista da mulher no cinema do Magrebe (como Tunísia, Marrocos, Argélia ou Egito), Mahomed Bamba analisa as estratégias de representação icônico-narrativa da figura e do corpo da mulher em duas obras do realizador tunisiano Férid Boughedir, Halfaouine e Un été à la Goulette. Para o autor, este novo orientalismo manifesto e ideologicamente assumido nas sociedades do Magrebe acaba sendo retratado por cineastas magrebinos nas ficções. Ao analisar a representação da intimidade das mulheres numa civilização em que elas vivem cobertas da cabeça aos pés, Bamba coloca em questão se os preceitos morais e éticos que regem a vida sexual e afetiva das comunidades do Magrebe são efetivamente genuínos ou são, simplesmente, valores morais e culturais importados da Arábia Saudita e do Oriente Médio.

Suzane Costa adentra no debate sobre formatos documentais da imagem, articulando uma discussão sobre a performance de quem escreve cartas, e, consequentemente, a questão da autoria em filmes montados na/pela “escrita de si”. O faz através de uma correspondência, uma carta-artigo endereçada à diretora Safi Faye, realizadora da carta-filme Carta da minha aldeia, performatizando um encontro íntimo com a etnodocumentarista nascida no Dakar, como a simular o próprio projeto fílmico de autoficção de Dafi Faye.

É na tessitura da memória, da reminiscência e da evocação (conjuração) verbal do passado que Lívia Natália de Souza indaga a construção daquilo que chama de “narrativa de dilaceramento” no filme Contos Cruéis da Guerra da cineasta belgo-congolesa Ibea Atondi. Ibea revisita a guerra civil que assolou e esvaziou a capital de Congo Brazzaville de seus habitantes nos anos 90. Para Lívia, neste documentário operam dois processos de interpretação de si e da realidade: um processo que começa com o “retorno” da própria cineasta para a terra natal de seu pai e seu desejo de entender o que “se passou”; e um outro processo de indagação que aparece no trabalho de mise en scène da fala dos carrascos e das vítimas que parecem se revezar diante da câmera para evocar aquilo que cada um viveu diferentemente. O comentário em voz over e a imagem da cineasta Ibea Atondi perpassam a estrutura discursiva do filme, misturam-se com o “relato dos sobreviventes” para formarem as principais figuras da subjetividade deste documentário “reflexivo” construído na primeira pessoa.

Fernando Arenas debruça-se sobre o conjunto da obra do mais prolífico cineasta em Moçambique desde o início da década de 1990, o brasileiro Licínio Azevedo. Sua filmografia oferece um mosaico da vida contemporânea em Moçambique, abordando uma grande variedade de questões importantes para o entendimento da experiência pós-colonial e pós-guerra de Moçambique. Arenas proporciona importante contribuição, já que Azevedo não tem recebido a atenção crítica que merece – apesar de ser o cineasta mais importante daquele país.

Os autores-colaboradores deste livro não só falam dos filmes africanos como narrativas que retratam a realidade da África, mas também como obras que interpelam tanto pelos seus respectivos programas estéticos e poético-narrativos quanto pelas questões sócio-culturais e políticas que os cineastas abordam.

A ideia deste livro nasceu, portanto, de uma vontade de reunir e dar visibilidade a uma parte dos discursos teóricos suscitados pelos filmes africanos. O parti-pris da coletânea é pôr à disposição do leitor ensaios de viés mais analítico sobre os filmes africanos. Optamos por uma perspectiva multidisciplinar. Sendo assim, os autores tiveram a liberdade de escolher filmes e cineastas e focar – em suas respectivas análises -, os aspectos formais, estilísticos e temáticos que lhes pareceram pertinentes. A nossa intenção é privilegiar uma outra abordagem dos cinemas africanos, isto é, a partir das obras e dos conhecimentos produzidos pela atividade de leitura/interpretação dos filmes. Nesta perspectiva, a noção de “filme africano” passa a ser entendida como objeto cultural, mas também como realidade discursiva e narrativa singular. Se os cinemas nacionais já são plurais de um ponto de vista geográfico e cultural, eles o são ainda mais pelas diferentes maneiras como os próprios cineastas, com propostas estilísticas e estéticas particulares, e, às vezes, autorais, problematizam questões ligadas à subjetividade, às realidades comunitárias, nacionais ou transnacionais. Abordar analiticamente os cinemas africanos significa, portanto, indagar as formas como cada filme “pensa” e “refrata” estas realidades, e como articula estrategicamente as imagens, a música, os sons, as falas e as cores da sua narrativa ficcional e documental.

SOBRE OS AUTORES

Amaranta Cesar

É professora adjuntado curso de Cinema e Audiovisual da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB). Possui graduação em Comunicação e mestrado em Comunicação e Culturas Contemporâneas pela Universidade Federal da Bahia e doutorado em Cinema e Audiovisual pela Universidade de Paris 3, Sorbonne Nouvelle, onde defendeu a tese “A fabulação e a figuração da alteridade no cinema brasileiro contemporâneo: Cidade de Deus, do livro ao filme”. Organizou e realizou a curadoria da Mostra 50 Anos de Cinema da África Francófona, que integrou o calendário oficial do Ano da França no Brasil. É idealizadora, curadora e organizadora do Cachoeiradoc – Festival de Documentários de Cachoeira (BA). Coordena o projeto de extensão Registros da história e da memória familiar das comunidades negras tradicionais do Vale do Iguape, financiado pelo programa Proext/MEC, e o Grupo de Estudos e Práticas em Documentário do Centro de Artes, Humanidades e Letras da UFRB.

Antônio Márcio da Silva
Antônio Márcio da Silva é leitor brasileiro na Birkbeck University of London. Mestre pela University of Leeds, sua pesquisa focalizou Brazilian Women in Prison (WIP) Film: a Gendered Reading. É doutorando na University of Bristol onde desenvolve pesquisa que trata da representação da femme fatale no cinema brasileiro. Tem como principais interesses de pesquisa as representações de construções de gênero, sexualidade e raça nos cinemas brasileiro e do mundo falante de português, literatura e cultura popular, cinemas nacional /mundial e cultura popular, particularmente dos anos 1970. Atualmente, desenvolve projetos de pesquisa que incluem um estudo sobre o cinema produzido por mulheres no mundo falante de português, e um estudo sobre os filmes do diretor brasileiro Cláudio Assis e do diretor português João Pedro Rodrigues.

Beatriz Leal Riesco
Doutoranda na Universidad de Salamanca (España). Organizou inúmeras conferências sobre cinemas dinamarquês e tcheco contemporâneo e publicou artigos sobre o conceito de autoria e hibridação de linguagens na obra de Mario Martone. Atualmente é pesquisadora, crítica e programadora independente nos Estados Unidos, onde escreve sobre música e cinema africano contemporâneo para diversos blogs e revistas acadêmicas. Sua pesquisa está centrada no cinema africano contemporâneo e nas relações entre música, dança e cinema. Desde 2011 é parte do comitê de seleção do African Film Festival, de Nova York.

Catarina Amorim de Oliveira Andrade
Doutoranda em Comunicação, PPGCOM/UFPE. Mestrado em Comunicação, PPGCOM/UFPE e Graduação em Comunicação Social pela UFPE. Entre 2003 e 2005 foi pesquisadora PIBIC, sob a orientação da Profª Dra. Ângela Prysthon. Participou de congressos como Intercom (2004), CONIC (2004 e 2005), Compós (como monitora), Socine (2008, 2009, 2010, 2011) e da ASAECA (Argentina, 2009 e 2010), e publicou artigo na Revista Ícone 2009.<

Cristina dos Santos Ferreira
Doutoranda do PPGCS/UFRN (Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais), mestre em Educação e graduada em RTV pela UFMG. Sócia fundadora da Associação Imagem Comunitária – AIC, ONG que promove a expressão e o acesso aos meios de comunicação em Belo Horizonte/MG, desde 1997 (www.aic.org.br). Atuou na AIC na área de capacitação e pesquisas sobre mídias comunitárias. Desenvolveu trabalhos sobre educação e tradições afro-brasileiras de 2005 a 2007, na região do alto vale Jequitinhonha – Minas Gerais. Atualmente realiza pesquisa sobre realizadores de cinema de animação em alguns países africanos, como o Níger e a República Democrática do Congo.

Denise Costa
Atualmente é mestranda do programa de pós-graduação em Antropologia da Universidade de Brasília (PPGAS-UNB). Participa do projeto Prodoc “Relações de Alteridade e a Produção das Desigualdades: uma perspectiva sul-sul’. Tem interesse em Antropologia africana, com ênfase na região da Alta Costa da Guiné. É ainda pesquisadora do cinema africano, tendo participado da organização da mostra do cinema africano no Forumdoc.2009 (festival do filme documentário e etnográfico – forum de debates de Antropologia, cinema e vídeo).

Fernando Arenas
Professor de Lusophone African, Brazilian, and Portuguese Studies no Department of Spanish & Portuguese Studies da University of Minnesota. Author de Lusophone Africa: Beyond Independence (2011), Utopias of Otherness: Nationhood and Subjectivity in Portugal and Brazil (2003), e coeditor, juntamente com Susan C. Quinlan de Lusosex: Gender and Sexuality in the Portuguese-Speaking World (2002). Todos os títulos foram publicados pela University of Minnesota Press.

Jusciele Conceição Almeida de Oliveira
Mestranda no Programa de Literatura e Cultura (PPGLitC), na linha de pesquisa Documentos da Memória Cultural da Universidade Federal da Bahia, sob a orientação da Profa Dra Maria de Fátima Maia Ribeiro, integrante do projeto de pesquisa: “Discursos de migrações, êxodos e retornos, trânsitos e trocas culturais em/entre países de língua oficial portuguesa, em contextos de globalização e pós-colonialidade”. Possui especialização em Metodologia do Ensino de História e Cultura Afro-Brasileiras. Licenciada em Letras Vernáculas (2006), pela Universidade Federal da Bahia. Possui experiência em Literatura e Cinema Africano de Língua Portuguesa.

Lívia Maria Natália de Souza Santos
Doutora em Teorias e Crítica da Literatura e da Cultura pela Universidade Federal da Bahia e professora Adjunta do Setor de Teoria da Literatura na mesma IES. Tem desenvolvido pesquisas comprometidas com o pensamento da desconstrução nas quais discute temas relativos às diferenças, subjetividades e representações de si na pós-modernidade. Atualmente desenvolve o projeto “Derivas da subjetividade na escrita contemporânea” e também compõe o grupo de pesquisa Corpus Dissidente no qual desenvolve o projeto de pesquisa “Corpus Dissidente: Poéticas Sulbalternas nas Escritas e Estéticas da Diferença”, sobre as Literaturas Africana e Negro Brasileira.

Mahomed Bamba
Doutor em Cinema, Estética do Audiovisual e Ciências da Comunicação pela Universidade de São Paulo (ECA-USP). Atualmente é professor doutor Adjunto I na Faculdade de Comunicação (FACOM) e no Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Cultura Contemporâneas da Universidade Federal da Bahia (PÓSCOM-FACOM/ UFBA). Publicou vários artigos sobre as teorias da recepção cinematográfica e capítulos de livros sobre os cinemas africanos (campos de pesquisa). É membro do Conselho Deliberativo da SOCINE (Sociedade Brasileira de Estudos de Cinema e Audiovisual). Participou de Festivais e Mostras de cinema e vídeo como palestrante e jurado (Mostra de cinema africano de Florianópolis e de Manaus-Amazônia; Festival de 5 minutos da Bahia, dentre outros).

Marcelo Rodrigues Souza Ribeiro
Professor e pesquisador nas áreas de estudos cinematográficos, antropologia e cultura visual. Desenvolve o website incinerrante.com, em que publica textos sobre fotografia, cinema e arte. Atualmente, cursa o doutorado em Arte e Cultura Visual na Universidade Federal de Goiás, onde desenvolve pesquisa sobre as dimensões políticas dos aparelhos fotográfico e cinematográfico. Graduou-se em Ciências Sociais na Universidade de Brasília (2005) e realizou mestrado em Antropologia Social na Universidade Federal de Santa Catarina (2008), estudando em ambas as ocasiões as representações da África no cinema ocidental, o que suscitou o interesse pelos cinemas africanos como uma busca por outras narrativas da África.

Maria de Fátima Maia Ribeiro
Professora Associada da Universidade Federal da Bahia (UFBA), doutora em Comunicação e Cultura Contemporâneas, com a Tese “IV Colóquio Internacional de Estudos Luso-Brasileiros (Salvador, 1959): relações culturais, identidade, alteridade” (1999). Docente e pesquisadora de Literaturas Portuguesa, Africanas e Comparadas do Instituto de Letras e dos Programas de Pós-Graduação em Letras e Linguística (PPGLL), em Literatura e Cultura (PPGLitC) e em Estudos Étnicos e Africanos (PÓS-AFRO) da UFBA. Tem publicado artigos e ensaios em livros e periódicos do Brasil e do Exterior, assim como co-organizado coletânea e eventos, com foco na presença de intelectuais portugueses e africanos no Brasil e nos dispositivos de poder de discursos (pós-)coloniais.

Mark Sabine
Lecturer em Lusophone Studies na Universidade de Nottingham, Reino Unido. Publicou inúmeros artigos sobre representações cinemáticas da África lusófona, como também sobre a obra de Fernando Pessoa, José Saramago, Luis Bernardo Honwana, dentre outros autores. Coordenou volumes de ensaios sobre Pessoa e Saramago, e atualmente prepara estudos sobre o utopismo em Saramago, e sobre cinema de pós-conflito em Portugal e na África lusófona.

Suzane Lima Costa
Doutora em Letras pela Universidade Federal da Bahia e Professora Adjunta da Universidade Federal da Bahia, Instituto de Letras. Colabora no Programa de Pós-graduação em Letras e Linguística – UFBA. Atualmente, é tutora do Programa de Educação Tutorial – PET /Comunidades Indígenas e coordena pesquisas na interface das áreas de Língua e Literatura, focalizando os estudos das escritas e escrituras (pós) etnográficas, das margens da literatura, das escritas etnobiográficas e das políticas linguísticas entre os povos indígena da Bahia.

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